26.2.10

Labirinto

Sabe aqueles filmes dos anos 80 que sempre que passam na TV causam uma certa nostalgia na gente? É, eu também não sei. Nasci nos últimos meses dá década de 80, e por isso, não fui público alvo de filmes clássicos e de tecnologia limitada (porém incrível para a época) como História sem Fim. 

De qualquer forma, por volta dos meus 14 anos, no auge de meu fanatismo por David Bowie, descobri que ele tinha atuado em O Labirinto, um clássico infantil de 1986. Sabe quando você idealiza um cantor, o achando lindo, incrível e muito másculo,  e de repente se decepciona quendo vê ele de peruca cantando música infantis? Bom, não foi o que aconteceu comigo. Coloquem a mesma do personagem Jareth, interpretado por Bowie, em Mick Jagger, em Paul McCartney, ou em seja qual for seu ídolo. É de chorar de vergonha alheia. Mas algo acontece com Bowie que faz com que absolutamente tudo seja permitido a ele. Ele coloca roupas femininas no clipe de Boys Keep Swinging? Lindo! Ele usa cabelo laranja, raspa as sobrancelhas e diz ser um álien chamado Ziggy Stardust? Vanguardista! 

Enfim, Labirinto é a história de Sara, uma adolescente que é obrigada pelo pai e pela madrasta a ficar em casa cuidando do meio-irmão que é ainda bebê. Apesar de já não ser mais criança, Sara ainda vive em um mundo lúdico, coleciona bichinhos de pelúcia e lê contos de fada. Inconformada em ter que cuidar do bebê, ela mistura realidade com fantasia, e pede que um personagem de seu livro favorito leve seu irmãozinho embora. E eis que David Bowie surge no quarto dela, sequestrando a criança, julgando que está fazendo um favor para a menina. Daí, ela tem que enfrentar um mega labirinto cheio de criaturas bizarras e situações perigosas para salvar o irmão. As atuações são bregas, mas as músicas são bem bonitinhas e juro que sempre seguro o choro no final do filme.

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